20 de ago de 2013

Espaço da Rô: Toda a sinceridade do mundo.

Toda a sinceridade do mundo


Talvez o que venho falar aqui seja algo bem clichê para muitos, mas como justifico minhas tantas palavras, preciso escrever para me pôr em ordem. Hoje é mais um dia de organização.
                Sempre achei esquisito, pessoas que não gostam de mudanças. Que se acostumam e se conformam com o mesmo cabelo, mesmos lugares e mesmos rostos durante um bom tempo. Isso porque continuar muito tempo nos mesmos assuntos me cansa, e assim que eu vejo uma possibilidade de alteração na rotina, começo a ficar extremamente ansiosa. Não que isso seja ao todo saudável, me perdi de grandes e velhas amizades no caminho (e velhas aqui não é um adjetivo ruim), mas por outro lado consegui enxergar o mundo de diversas maneiras diferentes. Gosto de olhar para trás e perceber essa diferença.
                Quando eu estava na oitava série, por exemplo, decidi que no próximo ano iria mudar de escola. Queria chegar ao novo ambiente com o meu “eu” já formado. Agora, prestes a mudar novamente, não vejo a hora de poder me reinventar e formar novas opiniões. Não que eu ainda não tenha minhas certezas, eu só percebi que mudar atitudes não significa mudar valores, e ampliar visão de mundo não quer dizer transformar caráter.
                Acontece que nesses últimos dias houve uma grande mudança no meu estado de humor. Mais precisamente nas duas últimas semanas, e se me recordo bem, quando decidi resolver histórias mal acabadas. Para explicar melhor - desde o começo do ano as coisas não estavam indo bem. Era uma mistura de orgulho e palavras entaladas que me colocava em um julgamento mental todas as semanas. Foi aí que tudo começou a tomar um rumo desesperadamente monótono de “empurrando com a barriga”. Além disso, eu sabia que tinha que colocar alguns pontos finais antes de realmente mudar a rotina, se não iria levar bagagens desnecessárias nas costas. Então, como poucas vezes em todos esses anos de vida, tirei a venda da teimosia e precisei agir.
                É incrível como quando deixamos orgulho e preguiça de lado, conseguimos transformar dias. Não precisa ter pressa, é só deixar ao final de cada dia um gostinho de satisfação pelo que foi feito, que a felicidade vem repentinamente. Sem precisar ser encontrada. Ela nos encontra quando encontramos a nós mesmo e a nossas verdadeiras paixões.

                Hoje estou bem e sorrindo para o mundo, mas sei que tudo isso é inconstante. Como balanço das últimas semanas que transformaram minhas expectativas, descrevo o que lembrar quando me complicar outra vez: perdoar, amar, ignorar, escrever, cantar, beijar, sair, dançar, falar sem medo e assim, fazer com que mais uma vez o universo conspire a meu favor.

Roberta é a nossa colaboradora aqui no blog, a nossa futura jornalista que adora doces, ela tem um blog super novinho, vá até lá e aproveite os textos dela aqui. Para saber mais sobre a Rô clique aqui pois ela deixou um recardo para você!

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